quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto?

Ponto de partida para a sacanice de hoje: a pergunta, aparentemente em jeito de desabafo, de um amigo, desterrado em Portugal.

Manuel - o avô era padeiro em Copacabana - chegou a Portugal com duas malas de mão e uma no porão. Instalou-se e, passados, vá, três dias, já era o melhor amigo para aí de 30 portuguesas, das boas, e 10 machos latinos, que o levaram a debutar à discoteca Rasputine, na linha do Estoril... If you know what I mean...
No entanto, as coisas não lhe correram como a Álvares Cabral. Do lado de cá, elas estão mortinhas por chegar a casa, mas retraem-se, ficam mais um bocadinho, só mais um copo e um cigarro. Do lado de lá, elas às dez da noite já estão na cama. É o que garante Manel, lamentando. Tem saudades das garotas de Ipanema e da facilidade com que o chopinho escorrega pelas gargantas abaixo, fazendo lembrar o deslizar dengoso dos corpos, na Marquês de Sapucaí... Diz ele que os homens são todos iguais. Para quê tanta frescura?!, insurge-se. Digo eu que isso é uma análise muito pela rama, prevendo-lhe um futuro de sucesso numa revista de grande informação, da concorrência.

Aliás, pelo que a experiência já me ensinou, eles são mesmo é todos diferentes, mas com algumas coincidências. Talvez um pouco previsíveis em alguns casos. Mas homens há muitos, e ter consciência disso é o princípio da felicidade. Há homens bonitos e feios. Pequenos e grandes. Apagadinhos mas que se revelam tigres de alcova. Machos latinos fraquinhos, fraquinhos. E depois há os homens cósmicos. Fixam o olhar como um autêntico feixe de luz. Esses são como as bruxas. Toda a gente diz que existem, mas por vezes acreditamos que só existem no nosso imaginário feminino. E nós, que ficamos mais um bocadinho para um copo e um cigarro, na verdade estamos à espera que o feixe de luz nos ilumine o caminho... de regresso a casa, qualquer que ela seja.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sacaninha está catatónica!

E quando julgava já ter visto tudo na vida... eis que sou surpreendida!
A semana passada fui confundida com a minha irmã, Laura. Imaginem só! Ia ela a entrar para o jardim infantil quando, tunga!, um daqueles inimigos viscerais que tanto me odeiam lhe tirou fotografias, as imprimiu e espetou com elas nos postes de iluminação de Vila Nova do Assobio, terra que me viu nascer.
O pior foi quando a minha avó Antónia se deparou com aquilo. E o meu tio Jaquim. E o meu primo Tobé. E o pastor belga, coitadinho, o Bolinhas, que já tem 15 anos e o coração dele não aguenta! É que foi dos poucos a dizer que não senhora, que não era a dona, mas sim a Laura, a irmã.
Mas, ainda bem que tenho quem me defenda, a minha sogra, Miquelina. Logo a senhora, entre uma cachupa e um calulu de peixe, tratou de questionar o Sr. Antunes, dono da loja de fotografia "Foto Única", lá do bairro. E ele que não senhora, que não sabia de nada. "Fotografias?! Da sua nora, que afinal não é ela?! Que é isso! Eu nem sei o que são fotografias!"
Pois, mas afinal... Agora vem o senhor Antunes, que já me oferecei três ramos de geriberas, cinco ou seis panelas de cozido à portuguesa que o fim-de-semana é prolongado, mais três pares de peúgos para o meu nenuco, desculpar-se. "Ai menina, foi sem maldade. Sabe como é o meu Zézito... Enganou-se... Mas sem malícia"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cheguei à blogoesfera!

Meus queridos amigos e inimigos,

Este é um blog powered by... sacaninha do glamour!

Como prometido, aqui estou na blogoesfera. Acabo assim de passar da condição de info-excluída à de intelectual do cyber-espaço!
O que me distingue das outras pessoas é o sorrisinho, normalmente sacana, assim como o tom de voz e também as piadolas. Há quem me ame e, naturalmente, quem me odeie, a ponto de telefonar para o Pepe a encomendar um boneco de vudu. Ou até mesmo para o outro Pepe, a encomendar que me dê cabo do canasto, com as suas chuteiras afiadas! MEDO!

Neste blog irei dar conta das minhas aventuras no reino do glamour. Sempre com jactância.
A última aconteceu na passada semana. Ah! By the way... Tenho uma grupeta, que designo de gang do glamour, composta pelos meus amigos mais chegados.

Nessa noite, que parecia chuvosa, ou não, uma das minhas mais queridas amigas estava deprimida. Dizia ela. Queria ter uma noite diferente. Por mim tudo bem. Conheço Lisboa tão bem quanto o meu bidé, por isso não seria difícil arranjar um périplo diferente, por esta cidade que eu amo.

Jantar. "Só vou onde me deixam fumar!", tenho o hábito de dizer com aquele ar arrogante acompanhado do sorriso simpático e... sacaninha... que normalmente os convence a desculpar-me tudo. Acabei numa marisqueira onde fumar... só na rua. É nestas ocasiões que percebo o que o meu cão, o Sr. Pipocas, pensa quando o ato no Parque do Minipreço. Nesta altura, o leitor pensará: "Minipreço?! Mas isso é totalmente desprovido de glamour!". Ah! Isso é que era bom! Comigo de carrinho em riste, até o Lidl parece uma loja da 5ª Avenida!

Depois do jantar, fomos a correr para uma conceituada casa nocturna lisboeta. Como somos do glamour, seguimos o conselho de uma vedeta da nossa praça. É que chegámos à conclusão que, tal como ela, já estávamos fartas do Bairro Alto!

Gostei, quando do outro lado da avenida vi um lugar para estacionar e, em meia volta do glamour, atravessei a faixa por completo, enquanto um dos elementos do gang gritava: "Sacana!!!! Estaciona!!!!" Melhor que isto só se a carripana do glamour fosse um carro de assalto!

Ao mesmo tempo, para completar este quadro de comicidade situacional, uma carripana branca, com um preto lá dentro, aproxima-se. "Quem é o preto na carripana branca?!" Bom, certamente, não é um louro de carapinha!

Entrámos no espaço de diversão nocturna, divertimo-nos muito e, com todo o glamour, sabíamos muito bem ao que íamos... ;-) Pena não nos cruzarmos com outras amigas... Mas o gang está atento!